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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Compras em Cuba: o que comprar de presentes, lembranças, souvenirs



caixa para acondicionar charuto
Caixa de cedro apropriada para guardar charutos. 42,90 EUR
Compras fazem parte de nossas atividades quando viajamos, sempre queremos trazer alguns presentes ou lembranças na mala mesmo que o motivo da viagem não seja especificamente fazer compras.

Cuba, por ser um país socialista, possui uma economia planificada ou economia centralizada onde os meios de produção são propriedades do Estado e a  atividade econômica é controlada por uma autoridade central, suprimindo o mercado e a livre concorrência.

Aos poucos Cuba vem realizando um cauteloso processo de abertura econômica permitindo licenças para pequenos negócios ligados as atividades turísticas; como alugar quartos, dirigir táxi, abrir restaurantes e comércio de reduzido porte.

Andando pela Calle Obispo, rua de pedestre em Habana Vieja, encontramos galerias de arte, lojas, livrarias e bares com música ao vivo. Também nos grandes hotéis como o Hotel Nacional e o Hotel Habana Libre vimos galerias comerciais onde compram os estrangeiros e cubanos com acesso a divisas, entretanto faltam variedades de produtos em Cuba.

Com o embargo econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos dirigido a Cuba e o regime socialista imposto aos cubanos poucos são os itens de consumo disponíveis.

Por outro lado, Cuba produz os melhores charutos do mundo. Os principais fatores que contribuem para tal sucesso são semente, solo e as condições climáticas que fazem do charuto cubano únicos em sabor e qualidade.

O Rum é a bebida típica do país, com ele pode-se preparar drinques famosos como o Cuba Libre, Daiquiri e Mojito. O Daiquiri é preparado com rum, muito gelo batido, açúcar e suco de limão. Já o Mojito contém rum branco, suco de limão, ramo de hortelã, água gasosa e gelo picado.  o Mojito e o Daiquiri eram as bebidas preferida do escritor norte-americano Ernest Hemingway que contribuiu muito para o sucesso da bebida com a famosa frase ostentada hoje na parede bar La Bodeguita:

" Mi mojito el La Bodeguita, mi daiquiri en El Floridita".

O artesanato também está muito presente no comércio de Cuba, eles utilizam muito o papel marchê, esculturas em madeira, pinturas em telas, bijuterias e incrivelmente muitas peças com a bandeira de Cuba e a imagem de Che Guevara.

Calle Obispo, centro de Havana, Cuba
 Calle Obispo, rua de pedestre em Havana onde encontram-se lojas comerciais

Compras em Cuba: Rum, Charutos e Artesanato


Charutos Cubanos

 Os charutos cubanos são considerados os melhores do mundo e é claro, é um produto para os entendidos, e mesmo comprados em terras cubanas eles são bem caros.

Como é um produto caro e procurado pelos turistas o mercado negro corre a solta em Havana.
No primeiro dia da nossa estada em Havana nosso anfitrião, muito simpático, informou-nos que ele tinha um fornecedor que vendia os charutos de uma cooperativa a um preço vantajoso.

Depois recorrendo as ruas de Havana, sempre que tinha uma oportunidade, um cubano aproximava-se oferecendo charuto de cooperativa.

Pela quantidade de pessoas que me ofereciam o charuto da cooperativa supus tratar-se de charutos  falsificados, e como não eu não saberia distinguir entre falso e verdadeiro e também não iria comprar muitos dispensei todas as ofertas e comprei somente alguns avulsos nas lojas autorizadas.

Lojas oficiais para vender charutos cubanos

Torcedor de charuto, Cuba
Torcedor de charuto em frente a Casa del Habano no Hotel Habana Libre

Casa Del Habano são as lojas oficiais para vender os charutos cubanos. Em Havana há umas 20 a 25 destas lojas, normalmente eles estão situadas nos grandes hotéis. Os preços dos charutos são os mesmos em todas as lojas da Casa Del Habano do país.

A Casa Del Habano localizada no Hotel Habana Libre é a maior casa de charutos de Havana. O Hotel Nacional também possui uma loja com grande variedade de produtos. Nestas casas você é atendido por vendedores bem treinados e atenciosos e tem a certeza da autenticidade do produto.

O ritual de compra e degustação de um charuto pode ser comparado ao do vinho. Em um charuto são observadas as características de textura, aroma, sabor, bitola, envelhecimento, e temperatura e umidade ideais para manter a sua qualidade.

Encontrei também nas portas destes estabelecimentos "torcedores" (enroladores de charutos) que na sua presença demonstram a arte de fabricar um charuto. Como o preço é inferior aos charutos de marca, comprei alguns para aproveitar a oportunidade e curtir. A charuteira do Hotel Nacional tem uma embalagem com a sua figura vendida na loja do hotel.

São muitas as marcas de charutos produzidas em Cuba, e charutos cubanos de diversos preços, mas algumas são mais caras por serem consideradas as top de linhas da Habanos S. A.

Torcedora de charuto do Hotel Nacional


Cohiba - É a marca de maior prestígio no mundo do tabaco, e por isso mesmo a mais cara. Lançado na década de 60. Era o charuto preferido de Fidel Castro e oferecido como presente diplomático pelo presidente.

caixa de charuto Cohiba
Caixa de charuto Cohiba, CUC$17,65 a unidade ou CUC$263,00 a caixa = 232,16 EUR

Montecristo - É a marca mais conhecida e talvez a mais apreciada de todas as marcas de Habanos.

Caixa de charuto Montecristo
Caixa de charuto Montecristo CUC$335,00 ou 295.71 EUR


Partagas - A fábrica está situada em Havana, logo atrás do Capitólio.

Prédio da fábrica de charutos Partagas em Havana,Cuba
Fachada da fábrica de charutos Pratadas, no centro de Havan, Cuba

Romeo y Julieta - Criado como marca de Habanos em 1875. A marca alcançou prestígio internacional nos primeiros anos do século 19. Winton Churchill foi um dos devotos da marca, em sua homenagem a bitola mais conhecida da marca é denominada Churchill.

Caixa de charuto Romeo Y Julieta
Caixa de charutos cubanos Romeo Y Julieta, CUC$281,25 ou 248,27 EUR

Fonte: Conexão Tabaco

Rum Cubano


O rum é um forte símbolo cultural de Cuba. Como os charutos os melhores runs do mundo são produzidos em Cuba. O Havana Club é a marca que representa a tradição cubana em produzir o melhor rum.
Merece uma visita ao Museo del Ron em Habana Vieja, localizado em uma casa colonial restaurada oferece uma visita guiada (CUC$7,00) onde mostra a produção da bebida e o processo de envelhecimento do rum. Há um bar e uma loja no local. Outros locais em Cuba também comercializam o rum.

O mais barato e fácil de comprar é o Blanco (CUC$5,20) sendo o mais jovem da linha, depois o 3 Años - Rum envelhecido 3 anos, ideal para coquetéis.
Outros da linha Havana Club com preços diferenciados são envelhecidos e recomendado para ser degustado puro com os melhores charutos cubanos.

Loja em Havana da empresa estatal Habanaguex
Loja em Havana da empresa estatal Habanaguex para vendas de bebidas

Artesanato


A comercialização do artesanato está entre uma das atividades comerciais permitidas pelo governo Cubano. Você encontrará o artesanato exposto em casas de cubanos em feiras e nas praças. 

Centro Cultural Antigos Armazenes de Depósito San José, na Avenida del Puerto, Habana Vieja. Instalado em um galpão restaurado de um velho estaleiro, é um espaço amplo com várias tendas onde você encontrará souvenir, pinturas em telas, camisetas com estampas alusivas à Cuba, camisas guayabera  (uma camisa de botões de cima a baixo de algodão ou linho, com quatro bolsos e bordados ou pregas na frente, muito utilizada pela população latina e caribenha). e esculturas de madeira, objetos de couro, bijuterias e inúmeras referências a Che e a bandeira de Cuba.

Mercado onde vende-se artesanato, Havana, Cuba
Mercado de San José

Artesanato em exposição no Mercado San José, Havana, Cuba
Artesanato em exposição no Mercado San José, Havana, Cuba

Pinturas a venda no Mercado San José, Havana, Cuba
Pinturas à venda no Mercado San José, Havana, Cuba

Placas de carros antigos cubanos
Artesanato no Mercado San Jose, placas de carro cubanos

Como pagar as compras em Cuba.


Cuba tem duas moedas em circulação no país. O Peso Cubano utilizados pelos locais e o Peso Cubano Conversível - CUC utilizado pelos turistas.  Um CUC vale 25 pesos cubanos.

O uso de cartão de crédito é limitadíssimo ou inexistente, Os caixas automáticos só aceitam a bandeira VISA desde que o cartão não seja emitido por um banco americano. O cartão com bandeira MASTERDARD não é aceito.

Você deve portar sempre CUC para pagar as despesas realizadas no país, como estadia, restaurantes, passeios. O cambio é realizado nas Cadecas, nome dado as casas de câmbio oficiais espalhadas por todo país, inclusive no aeroporto, ou nos bancos.

A paridade é de 1 CUC para 1 dólar americano, mas no câmbio é aplicada além das taxas uma "multa" desvalorizando o dólar em até 15%.

Por 100 euros você receberá, incluindo comissões, CUC$110,00
Por 100 dólares americanos você receberá, incluindo comissões e multa de 10%, CUC$86,00


Normas Alfandegárias 


É importante observar que na saída do país cada passageiro pode levar como parte de sua bagagem entre seus objetos pessoais:

  • Lembranças ou recordações da sua estada no país;
  • Presentes em quantidade que não denotam caráter comercial;
  • Até 3 garrafas de bebida alcoólica e 200 cigarros;
  • 20 unidades de tabacos avulsos;
  • Até 50 unidades de tabaco desde que estejam contidos na embalagem original, selados, com o holograma oficial.
Veja as regras completas da Aduana aqui

E você já teve a oportunidade de visitar Cuba? fez compras? passou pela averiguação de bagagem?
Utilize a caixa de comentários e conte-nos à sua experiência.


      Leia também:

      segunda-feira, 24 de novembro de 2014

      Um passeio na cidade histórica de Diamantina

      Ruas históricas de Diamantina
      Centro histórico de Diamantina

      Diamantina surpreende o visitante não só pelo seu belo casario histórico, constituindo nos dias de hoje uma das  mais preservadas cidades do ciclo do ouro e diamante de Minas Gerais, como também pelo resgate da música, especialmente as serestas.
      Por ocasião do concessão do título de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1999, foi resgatada a tradição de músicos da cidade fazerem apresentações ao vivo, dispostos nas sacadas dos casarões históricos, na Rua da Quitanda, centro histórico de Diamantina, denominado Vesperata.


      A música em Diamantina


      Músicos seresteiros de Diamantina
      Músicos seresteiros de Diamantina


      O  presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, orgulho dos diamantinenses,  notabilizou Diamantina pelas seretas que ele tanto apreciava e fazia questão de participar percorrendo com os músicos as ruas estreitas, íngremes e calçadas de pedra, iluminados pela lua e lampiões da cidade.
      E ainda hoje a cidade de Diamantina respira música. Os hotéis, pousadas, bares e restaurantes, agentes de turismo, enfim toda a cidade se mobiliza para manter viva a tradição e receber os inúmeros turistas que visitam à cidade, principalmente na época das vesperatas e carnaval.

      Vesperata



      Vesperata em Diamantina
      Vesperata que ocorre na rua da Quitanda

      As Vesperatas, motivo de maior atração turística na região, são concertos promovidos pelas bandas de música da cidade, onde os músicos se apresentam nas sacadas do casarões coloniais da rua da Quitanda, e os maestros os regem do centro da rua, misturando-se com a platéia.  As apresentações são em datas pré-agendadas normalmente duas vezes por mês, nos meses de abril a outubro, estação de seca na região. Veja o calendário das apresentações aqui.

      A Agência de Viagens e Turismo Minas Gerais é a responsável pela venda das mesas da Vesperata de Diamantina na temporada de 2015. A mesa possui quatro lugares, o valor é fixado pela Prefeitura,   sendo comercializada no ano de 2015 a R$160,00.
      O hotel ou pousada que você faz a reserva também pode incumbir-se de adquirir os voucher da mesa para assistir à Vesperata.

      Não é obrigatório a compra de mesa. Se você se dispuser a chegar cedo e ficar de pé encostado nas paredes dos casarios dá para participar do evento, mas ficará no seco, os bares só servem as pessoas que estão sentadas às mesas reservadas.

      Saiba que o calçamento do centro histórico de Diamantina é formado por pedras com desníveis, portanto é aconselhável usar sapatos confortáveis, e portar um casaco, mesmo no verão a noite em Diamantina pode ser fria devido à altitude.

      Seresta



      Músicos em seresta percorrendo as ruas da cidade de Diamantina
      Músicos em seresta percorrendo as ruas da cidade de Diamantina


      É tradição também na cidade, na época da vesperata, às sexta-feira seresteiros percorrerem as ruas da cidade arrastando uma público participativo, cantante, e cheios de emoção.

      Aos sábados, pela manhã, ocorre a Feira de Artesanato com música ao vivo no Mercado Municipal.

      Músicos reunidos na rua da Quitanda num domingo pela manhã
      Músicos reunidos na rua da Quitanda num domingo pela manhã

      Sarau da Arte Miúda

      Sarau da Arte Miúda na Igreja São Francisco de Assis
      Sarau da Arte Miúda na Igreja São Francisco de Assis

      Aos domingos o imperdível Sarau da Arte Miúda, coral formado por crianças que participam da escola livre de artes integradas, enfatizando a música, com o objetivo de preservar a tradição musical da cidade.
      O Sarau ocorre na Igreja São Francisco de Assis (1762) comandado pela dedicadíssima professora e maestrina Soraya Ferreira. A apresentação dura uma hora e meia de pura emoção. Todos encantam com as encenações, as músicas, o coral das crianças, e o público é levado a participar da festa também. É apoteótico.

      Os casarões coloniais e igrejas de Diamantina


      Diamantina exibe um conjunto arquitetônico da época colonial rico e preservado. Suas construções são sobrados de dois a três pavimentos, e quase todos ostentam sacadas  com ornamentos de ferro fundido.  As igrejas do período barroco representam a riqueza e a opulência da cidade no período áureo da corrida do ouro e da extração de pedras preciosas no Século XVIII.

      Passadiço da Glória, cartão postal da cidade
      Passadiço da Glória (1876), sua função era preservar as internas dos olhares curiosos quando atravessavam a rua.


      casarão histórico em Diamantina

      centro histórico de Diamantina

      Chafariz de 1889, revitalizado em comemoração do 1. Centenário de Diamantina, 1838-1938
      Chafariz de 1889, revitalizado em comemoração do 1. Centenário de Diamantina, 1838-1938

      Catedral Metropolitana de Santo Antônio da Sé
      Catedral Metropolitana de Santo Antônio da Sé


      Igreja Nossa Senhora do Carmo com a torre na parte de trás.
      Igreja de N. Sa. do Carmo, a torre na parte de trás da igreja deve-se a uma exigência da famosa escrava Chica da Silva

      O artesanato e as compras


      Diamantina apresenta um rico e variado artesanato. São encontradas peças em madeira, destaque para os oratórios, cada um mais rico e ornamentado que o outro, para as peças em palha de milho como bonecas, flores, etc. os tapetes arraiolos, bordados em ponto cruz, artesanato de capim dourado, e sempre-viva.
      Porém, destes todos, os que mais me encanta são as peças originárias do Vale do Jequitinhonha onde produz-se um excelente e criativo artesanato em cerâmica. As peças seguem um estilo próprio e algumas conseguem preços consideráveis.

      Bonecas em cerâmica do Vale do Jequitinhonha
       Bonecas em cerâmica do Vale do Jequitinhonha

      Loja de artesanato em Diamantina
      Loja de artesanato em Diamantina

      Quando ir:


      A melhor época para ir a Diamantina é durante a apresentação da vesperata que ocorre nos meses de abril a outubro, estação de seca na região. Situada a 1.250m de altitude Diamantina tem um clima aprazível, a temperatura média gira em torno de 18ºC
      As festividades da Semana Santa - Páscoa e Carnaval costumam atrair muitos turistas para a cidade.
      Rua da Quitanda, point de maior atração da cidade
      Rua da Quitanda, point de maior atração da cidade

      Onde ficar:


      Como a cidade é calçada de pedras e muita ladeira, o melhor para se hospedar  é no centro histórico próximo a Praça do Mercado Velho e da Rua da Quitanda, onde há a maior concentração de bares e restaurantes,  e próximo à Catedral Metropolitana, Igreja de São Francisco, Museu do Diamante e outras atrações, todos alcançáveis por um passeio a pé.
      Nesta área encontra-se pousadas instaladas nos antigos casarões com mobiliário de época, que oferecem conforto e requinte. Veja no blog a descrição da Pousada Relíquias do Tempo em Diamantina
      Fachada da Pousada Relíquias do Tempo, Centro Histórico.
      Fachada da Pousada Relíquias do Tempo, Centro Histórico.

      Como Chegar:


      Localizada na região do Vale do Jequitinhonha, Belo-Horizonte, a capital mais próxima de Diamantina, fica a  300km de distância, Brasília 720km. Existem poucos acessos asfaltados para Diamantina.
      Saindo de Belo-horizonte o acesso é pela BR040 (Rio - Brasilia) , depois de  Caetanópolis  pegar a BR135,  em Curvelo seguir pela BR259, passar pelas cidades de Presidente Juscelino, Gouveia até alcançar a cidade de Diamantina.
      Saindo de Brasília, próximo a Felixlândia pegar o acesso para a BR259, seguir pela BR259, passar pelas cidades de Curvelo, Presidente Juscelino, Gouveia até alcançar a cidade de Diamantina.
      Fizemos o trajeto Brasília - Diamantina de carro em setembro de 2014, surpreendentemente as rodovias estavam bem conservadas e sinalizadas, próximo a Diamantina existem curvas sinuosas.

      Outra cidade histórica mineira que concorre com Diamantina nos casarios históricos, nas ricas igrejas adornadas e na preservação dos ritos religiosos é a cidade de São João del Rei, acesse a matéria Semana Santa em São João del Rei.